Riscos dos MP6, MP7, MP8, MP9, etc.

terça-feira, 15 de setembro de 2009


Em meio às marcas consagradas de celulares, despontam modelos com nomes obscuros que não figuram em estatísticas: os chamados MP6, MP7, MP8, MP9 e por aí vai. São os chamados "genéricos", presentes em camelôs, pequenos importadores e várias lojas virtuais. Para atrair a atenção dos consumidores, apostam no visual copiado de modelos famosos e preços muito atraentes.

Há várias queixas da qualidade e da falta de assistência e garantia quando começam a apresentar problemas, que geralmente surgem nos primeiros meses de uso. Além do prejuízo financeiro, há outro mais perigoso, mas que quase ninguém comenta: eles não são testados por entidades regulamentadoras (como a FCC, nos EUA, ou a Anatel, no Brasil) e por isso mesmo ninguém sabe o nível de radiação que esses aparelhos emitem. Isso não acontece com as grandes fabricantes, que fazem testes à exaustão e documentam todos os resultados.

Os aparelhos "xing-ling", originários da China, em sua grande maioria 101% são fabricados por empresas que não possuem marca, sendo posteriormente vendidos a empresas comerciais, como Foston, PowerPack, Vaio, etc, etc, etc, que tem o imenso trabalho de colocar sua marca no aparelho e fazer pequenas personalizações no sistema dos mesmos, para posteriormente vendê-los.

Os Mp´XXX, tem capacidade de reproduzir arquivos Mp3 (mp3 players), reproduzir vídeos (3GP ou com um formato próprio), dual sim card (suportam 2 chips) e os mais atuais vem com suporte a Tv analógica e rodam jogos toscos do nintendinho (*.nes). Ah, ia esquecendo, também possuem pseudo câmeras de 5.0 MP com o padrão de qualidade da China, o que corresponde a 0,3 MP na qualidade do restante do universo.

No caso dos MP-qualquer-coisa, o fabricante não tem essa preocupação. Ou pelo menos, nada está claro para o consumidor. Não há um estudo definitivo ligando celulares a câncer, mas há uma preocupação geral da sociedade com a proliferação de antenas e redes sem fio em centros urbanos.